Married to the Brand
Why Consumers Bond With Some Brands for Life
Esse livro conta a história do que faz um relacionamento baseado na marca funcionar - através dos olhos do consumidor, não do profissional de marketing. Saiba maisEm todo o mundo as empresas continuam preocupadas com a retenção do cliente. Muitas já tomaram algumas atitudes para melhorar, ao invés de só monitorar, o potencial dos relacionamentos com seus clientes. Isto foi feito porque elas perceberam que o desgaste em relação a um cliente é custoso, mas a retenção - pelo menos aquela que é conquistada e não obtida de forma ilícita - é extremamente lucrativa.
A fim de crescer, se manter no mercado e atingir o sucesso de longo prazo, as empresas também precisam atrair novos clientes. Visto ser impossível reter cada cliente permanentemente, as empresas precisam adicionar regularmente novos clientes à sua lista. Caso contrário, o que acontece é a morte da marca devido ao desgaste deste relacionamento. Sem a entrada de novos clientes, a marca - e conseqüentemente a empresa - murcha e eventualmente desaparece.
Os departamentos de marketing têm tradicionalmente a tarefa de atrair novos clientes. Ao lidar com esta importante tarefa, estes profissionais utilizam programas abrangentes de comunicação, sendo a propaganda da televisão uma ferramenta bastante difundida (embora nem sempre a mais eficaz). Obviamente, os profissionais de marketing já utilizaram inúmeros outros veículos para atingir suas metas, tais como os patrocínios de eventos e as ofertas promocionais, ou as melhorias na acessibilidade e visibilidade do produto, que incluem uma distribuição mais abrangente e uma embalagem atraente.
O objetivo claro desses esforços e atividades é aumentar a consciência do cliente em potencial sobre os produtos ou serviços de uma determinada marca e oferecer a eles um motivo irrecusável para que conheçam esses novos produtos. O que se assume é que uma vez tendo superado o obstáculo da primeira tentativa, o resto fica por conta do desempenho dos produtos e dos serviços - e o desempenho dos produtos irá então garantir a retenção do cliente.
Como a maioria das suposições, esta parece ser bem objetiva. Mas ela não leva em consideração este fato: o que uma empresa precisa fazer para atrair um novo cliente pode não ser a mesma coisa que ela deve fazer para manter este cliente.
Esta suposição também coloca a responsabilidade pelo futuro da empresa - e pela vida longa e saudável de suas preciosas marcas - nas mãos de dois departamentos normalmente separados e desintegrados entre si: o marketing e o gerenciamento da relação com o cliente. Todavia, os consumidores não experimentam marcas como sendo representações de esforços não relacionados, com focos diferentes, dependendo de quem trabalhou com ela. Na verdade, os compradores provam as marcas como um todo consistente - ou, dependendo do caso, inconsistente.
Uma marca saudável
Como observam os cientistas da Gallup, a relação entre o cliente e a empresa é, em sua base, emocional. E, portanto, as relações mais consistentes são aquelas firmadas em vínculos mais passionais e emocionais.
As pesquisas da Gallup têm mostrado de forma consistente que esses vínculos emocionais são a chave para uma relação mais duradoura e lucrativa entre a empresa e o cliente. Até recentemente, as relações deste tipo com os clientes eram difíceis de serem mensuradas e gerenciadas. Mas hoje a métrica do engajamento do cliente, criada pela Gallup, pode oferecer às empresas ferramentas de medição que constituem a principal exigência para a avaliação e gerenciamento do apego emocional.
Pesquisas recentes da Gallup mostram que o processo de formação dos vínculos emocionais não começa quando os consumidores experimentam a marca. Na verdade, este apego emocional começa a se formar em cada encontro com a marca que leva a uma experimentação.
Este fato revela novas verdades sobre a criação dos vínculos lucrativamente passionais com a marca. Em um estudo que incluiu clientes e clientes em potencial para marcas altamente promovidas em categorias que variavam de fast food a café, os pesquisadores da Gallup obtiveram resultados importantes e até surpreendentes:
Um novo foco para o marketing
As empresas freqüentemente direcionam seus esforços para a aquisição de seus clientes em potencial de acordo com sua demografia (por exemplo, idade, sexo, renda) ou seu comportamento atual (como a freqüência e assiduidade de uso do produto). Estas mesmas empresas se esforçam para atrair novos clientes através de uma série de atividades preparadas para reduzir o custo ou a dificuldade de mudança (por exemplo, dando os consumidores cupons, descontos ou promoções). A pesquisa da Gallup sugere claramente, no entanto, que estes esforços fogem do objetivo principal e dificilmente irão promover um vínculo duradouro com a marca.
Se o vínculo emocional é verdadeiramente a chave para um relacionamento duradouro com o cliente, as empresas não deveriam se dirigir aos seus consumidores alvo baseando-se em sua demografia ou estilo de vida. Eles deveriam focar seus esforços no verdadeiro potencial dos consumidores, a fim de promover o desenvolvimento de relações significativas com a marca. Além disso, ao invés de dirigirem seus esforços para estimular a experimentação através da redução dos custos de troca, os profissionais de marketing deveriam focar na criação e aumento desse apego emocional fortemente diferenciador.
Este é o caminho para um relacionamento com a marca, não somente para uma transação de troca.
Esse livro conta a história do que faz um relacionamento baseado na marca funcionar - através dos olhos do consumidor, não do profissional de marketing. Saiba mais
As empresas não dispendem muito esforço para gerenciar o lado humano do negócio. Isso está para mudar.